domingo, 31 de outubro de 2010


Ana Botafogo

"A história de uma carreira de sucesso desenhada na ponta dos pés

Ana Botafogo, primeira-bailarina do Teatro Municipal do Rio de Janeiro desde 1981, ano que ingressou na importante companhia de dança brasileira após ser aprovada num concurso público, é dona de uma carreira repleta de conquistas importantes.

Apesar de nunca ter imaginado que sua estrela brilharia tanto, Ana afirma que a dança sempre foi a coisa mais importante em sua vida. Sua seriedade e comprometimento com a profissão a levaram a superar todo o tipo de obstáculos. Com seu carisma, a bailarina contagia seu público e inspira jovens bailarinas do país inteiro quando enche o palco com sua dança e magia.
Ana Botafogo iniciou seus estudos de ballet clássico ainda pequena em sua cidade natal, mas foi no exterior que ela complementou sua formação. Na Europa freqüentou a Academia Goubé na Sala Pleyel, em Paris (França), a Academia Internacional de Dança Rosella Hightower, em Cannes (França) e o Dance Center-Covent Garden, em Londres (Inglaterra).
Foi na França, mais precisamente na Ballet de Marseille, do famoso coreógrafo Roland Petit, que a bailarina brasileira dançou como profissional pela primeira vez. Suas performances no exterior incluem participações em festivais em Lausanne (Suíça), Veneza (Itália), Havana (Cuba) e na Gala Iberoamericana de La Danza, representando o Brasil, no espetáculo dirigido por Alicia Alonso, em Madrid (Espanha), realizado em comemoração aos 500 Anos do Descobrimento das Américas.
De volta ao Brasil no final da década de 70, a bailarina ainda muito jovem, foi nomeada Bailarina Principal do Teatro Guaíra (Curitiba-PR), da Associação de Ballet do Rio de Janeiro e, em 1981 juntou-se ao balé do Teatro Municipal do Rio de Janeiro.
Ao longo de sua carreira, Ana Botafogo já interpretou os papéis principais de todos as mais importantes obras do repertório da dança clássica. Destacam-se suas performances em produções completas como Coppélia, O Quebra Nozes, Giselle, Romeu e Julieta, Don Quixote, La Fille Mal Gardée, O Lago dos Cisnes, Floresta Amazônica, A Bela Adormecida, Zorba o Grego, A Megera Domada e Eugene Onegin. A bailarina também levou para diversas capitais brasileiras os espetáculos ''Ana Botafogo In Concert'' e ''Três Momentos do Amor''.
Em 1995, na qualidade de ''étoille'' convidada da Companhia de Opera Lodz (Polônia), interpretou o papel feminino do Ballet Zorba, O Grego, dançando em várias cidades do Brasil. Ana dançou como artista convidada de importantes Companhias de Ballet, tais como: Saddler’s Wells Royal Ballet (Inglaterra), Ballet Nacional de Cuba (Cuba), Ballet del Opera di Roma (Itália), entre outras.Entre seus partners internacionais estão os mais expressivos nomes da dança mundial como Fernando Bujones, Julio Bocca, David Wall, Desmond Kelly, Cyril Athanassof, Alexander Godunov, Richard Cragun, Jean-Yves Lormeau, Lazaro Carreño, Tetsuya Kumakawa, Yuri Klevtsov, José Manuel Carreño e Slawomir Wozniak.
Mas suas sapatilhas conquistaram muito mais que calorosos aplausos ao redor do Brasil e do mundo. A bailarina foi presenteada pelo Governo dos Estados Unidos da América do Norte, por intermédio Comissão Fulbright e do Governo da Inglaterra, com bolsas de estudo para aperfeiçoamento da dança.
Entre os muitos títulos que recebeu do governo do Rio de Janeiro estão o de Embaixatriz da Cidade do Rio de Janeiro e o de Benemérito do Estado do Rio de Janeiro. O Ministro da Cultura da República Francesa nomeou-a em 1997 ''Chevalier Dans L'Ordre des Arts et des Lettres'' e em 1999, o Ministério da Cultura do Brasil outorgou-lhe o Troféu Mambembe referente ao ano de 1998, pelo reconhecimento ao conjunto do trabalho e divulgação da dança em todo o território nacional. Em dezembro de 2002 recebeu do Ministério da Cultura a Ordem do Mérito Cultural, na classe de Comendadora, por ter se distinguido por suas relevantes contribuições prestadas à cultura no país,e em agosto de 2004 recebeu a Medalha de Mérito Pedro Ernestro da Câmara Municipal do Rio de Janeiro.
Ana Botafogo é considerada, tanto pelo público como pela crítica, uma das mais importantes bailarinas brasileiras por sua técnica, versatilidade e arte."           Fonte:        http://sonhodebailarina.blogspot.com/2009/01/historia-de-uma-carreira-de-sucesso.html            
http://www.anabotafogo.com.br/

sexta-feira, 29 de outubro de 2010


Sapateado

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Sapateado é um estilo de dança, originalmente irlandesa, na qual os dançarinos produzem sons sincopados, ritmados com os pés.

 História do sapateado

Sem registros históricos que possam precisar datas e locais, sabe-se muito pouco a respeito das origens do sapateado: algumas das suas primeiras manifestações datam de meados do século V. Posteriormente, desenvolveu-se a partir do período da primeira Revolução Industrial. Os operários costumavam usar tamancos (clogs) para isolar a umidade que subia do solo e, nos períodos livres, reuniam-se nas ruas para exibir sua arte: quem fizesse o maior e mais variado número de sons com os pés, de forma mais original, seria o vencedor. Por volta de 1800 sapatos foram adaptados especialmente para esta dança. O calçado era mais flexíveis, feito de couro, e moedas eram fixadas à sola, para que o som fosse mais limpo. Mais tarde, finas placas de metal (taps) passaram a ser fixadas no lugar das moedas, o que aumentou ainda mais a qualidade do som.
Nos Estados Unidos desenvolveu-se o chamado sapateado americano, introduzido no país por volta da primeira metade do século 19, na fusão que uniu ritmos e danças dos escravos, que já possuiam um estilo de dança próprio baseado nos sons corporais, com os estilos de sapateado praticados pelos imigrantes irlandeses e colonizadores ingleses.
A forma irlandesa do sapateado - também chamada de Irish Tap Dance - concentra-se nos pés, o tronco permanece rígido; já os americanos realizam sua Tap Dance esbanjando ritmos sincopados e movimentos com o corpo todo, abrindo a dança para o estilo próprio de cada executor. O sapateado americano acresecentou à forma irlandesa da dança toda a riqueza musical e de movimentos dos ritmos dançados pelos africanos e com isso criou uma modalidade de dança ímpar e que se espalharia, posteriormente, por todo o território dos EUA e, durante o século XX, diversos outros países.
A partir da década de 30 o sapateado ganhou força e popularidade com os grandes musicais, que contavam com a participação de nomes como Fred Astaire, Gene Kelly, Ginger Rogers, Vera-Ellen e Eleanor Powell. Depois de um período de declínio do final da década de 50 ao inicio dos anos 70, nomes como Gregory Hines e, em especial, Brenda Bufalino (diretora da American Tap Dance Foundation) revitalizaram o sapateado americano, impulsionando toda uma nova geração, de onde surgiram nomes como o do grande astro Savion Glover, recentemente coreógrafo dos pinguins do filme Happy Feet.
Profissionais de sapateado americano realizam periodicamente workshops e shows internacionais, levando a arte do sapateado para diversos países: além da Irlanda e Estados Unidos, países como França, Austrália, Alemanha, Espanha, Israel e Brasil possuem grupos, coreógrafos e estúdios de sapateado de expressão. O Brasil, em particular, recebe anualmente diversos profissionais americanos como forma de intercâmbio entre os grandes mestres da tap dance e os diversos núcleos de sapateado existentes por todo o território nacional.

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Sapateado

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Dançar também é um esporte

 
A dança de salão não tem idade para ser praticada e vem ganhando cada vez mais espaço entre o público jovem.

Sem contra-indicações, é uma atividade física e tanto para quem quer manter a forma e gastar várias calorias de uma vez só, pois 40 minutos de exercício queimam, em média, 600 calorias.

Os benefícios da dança de salão, como uma atividade física, são bem conhecidos:

. Flexibilidade.
. Melhora do condicionamento aeróbio.
. Aprimoramento da coordenação motora.
. Perda de peso.
. Desenvolve a musculatura corporal de forma integrada e natural.
. Aperfeiçoa a noção de ritmo e percepção espacial.
. Promove a melhora de algumas doenças.
. Permite uma melhora na auto-estima e quebra de diversos bloqueios psicológicos, como a timidez, a depressão, entre outros.
. Possibilita convívio e aumento do rol de relações sociais.
. Torna-se uma excelente opção de lazer.

Além de todos esses benefícios, a prática da dança ainda ajuda na prevenção de doenças articulares como artroses e artrites, isso sem contar problemas circulatórios. Como em qualquer atividade física os movimentos ativam a circulação sanguínea, principalmente das pernas, além de proporcionar uma melhora em problemas de postura.

Mais do que trabalhar o corpo, a dança de salão vai além. Envolve corpo e mente, fazendo com que ambos atuem de forma terapêutica um sobre o outro. O simples fato de mexer o corpo já é um exercício, ainda que de baixa ou alta intensidade e independente do ritmo, pois é sabido que todo exercício produz endorfina, serotonina e adrenalina, responsáveis pela sensação de bem estar, disposição e felicidade.

A dança é uma ótima forma de extravasar energia, descontrair e animar. E não há forma melhor para interagir do que um par, como na dança de salão. Tanto que o exercício já vem sendo recomendado até por psicólogos e psiquiatras como uma ótima maneira de ‘quebrar’ bloqueios psicológicos como a timidez, falta de auto-estima, depressão, entre outros, dando uma melhor qualidade de vida ao indivíduo.

Em geral, a maior procura pela modalidade vem de pessoas que se sentem sozinhas. Esse é um dos grandes trunfos da dança de salão: ela afasta a solidão. Aos poucos, o domínio da dança vai se tornando uma ferramenta de aproximação entre as pessoas, seja nas aulas, seja nos bailes.

Mas quem tem problemas sérios de coluna deve tomar certos cuidados, pois na dança de salão não só o aluno permanece muito tempo em postura assimétrica (2), como também nas mulheres, há ainda a exigência do uso do salto alto. Para evitar problemas posteriores, pratique outros exercícios que compensem o esforço na região e deixe seu instrutor a par de seu problema.

Agora é só sair dançando! Tá esperando o quê? São 600 calorias!!!



Sônia Leffa
Jornalista

sábado, 9 de outubro de 2010

Assistam...

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Anna Pavlova - A bailarina

          Missionária de sua arte, a bailarina russa Anna Pavlova tornou-se imagem e símbolo de beleza, graça disciplinada, movimento poético e magia pessoal. Anna Pavlova nasceu em São Petersburgo em 12 de fevereiro (31 de janeiro no calendário juliano) de 1881. Estudou na Escola Imperial de Balé do Teatro Mariinski, depois Kirov, do qual se tornou primeira bailarina em 1906, após dançar Le Lac des cygnes (O lago dos cisnes). Fez enorme sucesso com Giselle, Bajaderka (A baiadeira), e La Mort du cygne (A morte do cisne), que se tornou símbolo de sua arte.
           Em 1909 participou da histórica apresentação de balé russo em Paris, promovida pelo empresário Serguei Diaghilev, e dançou, ao lado de Nijinski, Les Sylphides (As sílfides) e Cléopâtre, de Fokine. Ainda ligada ao Teatro Mariinski, fez excursões internacionais até 1913, quando se estabeleceu em Londres, formou a própria companhia e começou a se exibir no mundo inteiro. O entusiasmo pela dança típica levou-a a apresentar danças polonesas, russas e mexicanas e a estudar técnicas de dança oriental, depois de viagens à Índia e ao Japão. Conhecida já como o cisne imortal, Anna Pavlova morreu em Haia, Países Baixos, em 23 de janeiro de 1931.
Fonte: http://www.emdiv.com.br/pt/arte/enciclopediadaarte/348-a-bailarina-anna-pavlova.html